Monday, July 18, 2011

Paz e Arte!

Olá sejam bem vindos ao meu blog. Espero que gostem.
Falar, ou escrever é um ato de abertura, de desnudamento. É preciso coragem. Textos são coisas talvez mais perigosas do que uma declaração de amor. Sim, porque, a declaração pode ficar no esquecimento. O texto é isto, a prova daquilo que se pensa. É o fato. Bem sabia disto Poncio Pilatos: "O que escrevi, escrevi" João 19:22. Portanto aqui estão meus pensamentos, comentários sobre livros, Meus Discos, Meus Textos, o que tenho ouvido, produções, fotos, vídeos, agenda, indicações e etc. Espero que curtam, comentem
Paz e Arte.

Ramon Goulart
Inverno de 2011

Tuesday, May 03, 2011

Chet Baker - Picture of Heaven 1956

Olá queridos, estarei postando e disponibilizando links com cds que curto e indico. Começarei com o cara considerado o mestre do Cool Jazz no trompete: Chet Baker.


Chet Baker (Chesney Henry Baker Jr.) (YaleOklahoma23 de Dezembro de 1929 – Amsterdã13 de maio1988) foi um trompetista de jazz e cantornorte-americano.
Criado até os dez anos numa fazenda de Oklahoma, parte para Los Angeles no final dos anos 30, quando começa a estudar teoria musical. Chet Baker sempre foi influenciado por seu pai, guitarrista, de quem herdou a paixão pela música e de quem ganhou, aos 10 anos de idade, um trombone. Amante do Jazz, não tardou em conquistar o sucesso, sendo apontado como um dos melhores trompetistas do gênero logo em seu primeiro disco.

Chet Baker, 1983
Ainda bem jovem, passou a integrar o grupo de renome da música americana da época. Seus primeiros trabalhos foram com a Vido Musso's Band e com Stan Getz, porém Chet só conheceu o sucesso depois do convite de Charlie Parker (Bird) em 1951 para uma série de apresentações na costa ocidental. Em 1952 entrou para a banda de Gerry Mulligan, alcançando grande notoriedade com a primeira versão de "My Funny Valentine". Entretanto, em razão dos problemas de Gerry com as drogas, o quarteto não teve vida longa, sustentando-se por menos de um ano.
O talento de Chet logo o transformaria num ídolo. Apresentou-se por toda América e Europa. Especialistas dividem a vasta obra do músico em duas fases: a cool, do início da sua carreira, mais ligada ao virtuosismo jazzístico e a segunda parte, a partir de 1957, quando a sensibilidade na interpretação torna-se ainda mais evidente.
Avesso às partituras, não deixou, entretanto, de integrar as grandes bands americanas. Baker era dotado de extrema criatividade, inaugurando um modo de cantar no qual a voz era quase sussurrada. Chet teria exercido grande influência em músicos brasileiros, como João Gilberto e Carlos Lyra, alguns dos grandes nomes da Bossa Nova. Esta versão é, contudo, bastante controvertida. Sizão Machado, numa visão chauvinista, chegou a dizer, certa feita, que a Bossa Nova é que teria influenciado os músicos americanos, e não o contrário.
Para tocar as músicas pedia apenas o tom. Econômico nas notas (ao contrário de outros trompetistas que preferiam o virtuosismo, como Dizzy Gillespie), Chet improvisava com sentimento. Certo dia, deram-lhe o tom errado de uma música de propósito, e mesmo assim Chet Baker conseguiu encontrar um caminho harmônico. Valorizava as frases melódicas com notas longas e encorpadas, o que acabou lhe valendo o rótulo de cool
No começo dos anos 60, Chet realizou diversas experiências com o flugelhorn, instrumento de timbre macio e aveludado.
No entanto, sua gloriosa trajetória na música não lhe rendeu uma vida segura, afastada de problemas. Por causa de seus envolvimentos com as drogas, especialmente com a heroína (durante suas crises de abstinência, que eram monitoradas por médicos, usava metadona), Chet foi preso muitas vezes. Conta-se que chegou a ser espancado por não ter pago uma dívida contraída com a compra de drogas. Este episódio teria lhe rendido a perda de vários dentes.
Para alguns especialistas, as falhas em sua arcada dentária teriam contribuído para uma inevitável piora de sua performance. Contudo, para outros, contraditoriamente, tal fato teria obrigado o músico a se enveredar por outras vertentes e nuances do instrumento, alcançando, deste modo, sonoridades ímpares e inconfundíveis.
Baker morreria em Amsterdã, de forma trágica e misteriosa, na madrugada de 13 de Maio de 1988, quando despencou da janela do hotel. Até hoje resistem muitas controvérsias sobre a causa de sua partida: suicídio ou acidente?
Chet foi enterrado no "Inglewood Park Cemetery", em Los Angeles.

Para começar nossa saga! 

1956 - Picture of Heath "Playboys" - Chet Baker & Art Pepper


Ele sempre sabe onde achar as notas doces, não é?" comenta Herb Ellis ao observar numa noite Chet Baker em uma boate canadense em 1982. het era um improvisador lírico, autodidata com um toque macio que parecia beijar as notas como elas fossem voar. Baker com tom pálido, olhares fatais e reputação de badboy se tornou o ícone do cool jazz da West Coast. Seu estilo combinava uma certa agitação nervosa com doses fortes de sentimentalidade particularmente nas baladas. Capturava não só a imaginação de amantes do jazz mas do público fascinado com seu estilo de vida e com a sua música. Seus vocais sussurantes capturava a mesma intimidade sonolenta do seu trompete, em especial nas músicas "I Fall in Love Too Easily" e "Everything Happens To Me". Mas Chet foi vitima da propria capacidade de se auto destruir como quem improde a si mesmo nas esferas do proprio egoismo. Dos anos 40 até, pelo menos, os 60, as drogas setornava o combustível do jazz e Charlie Parker foi a figura mais emblemática com a carreira e a vida abreviadas pela heroína. Chet Baker teve o mesmo destino. Viciado desde os anos 50, ele teve uma carreira errática com períodos de inatividade devido à dependência e às prisões constantes. Gravou discos em excesso nem sempre de boa qualidade devido à constante necessidade de conseguir dinheiro para suas depedencias. Nos anos 60 além de mais de um ano preso na Itália, ele foi expulso de quatro países (Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra) até ser deportado de volta para os Estados Unidos. Em 66, foi espancado em San Francisco quando tentava comprar drogas na rua tendo alguns dentes quebrados, passando a usar dentadura o que prejudicou sua embocadura (forma de colocar os lábios no bocal do trompete) afastando do shows por tres anos. Picture of Heath "Playboys" é um álbum em parceria do trompetista e o saxofonista Art Pepper pelo selo Blue Note Records, numa sessãoem Los Angeles - CA, no dia 31 de Outubro de 1956. A produção ficou a cargo de Richard Bock & Michael Cuscuna. É supremo, soberbo, perfeito. Tanto que não tenho muito o que dizer, fora que desde que ouvi a primeira vez não experimentei mais o mesmo êxtase musical que tive ouvindo esse álbum. É divino.
Dica: Dvd Love For Sale - Chet Baker (tp,vcl), Michel Graillier (p), Jean-Louis Rassinfosse (b), Harold Danko (p), Hein Van De Geijn (b), John Engels (d)

Musicas:
01 - For Minors Only
02 - Minor Yours
03 - Resonant Emotions
04 - Tynan Time
05 - Picture of Heath
06 - For Miles and Miles
07 - C.T.A.

Pessoal:
Chet Baker - Trompete
Art Pepper - Sax. Alto
Phil Urso - Sax. Tenor
Carl Perkins - Piano
Curtis Counce - Baixo Acustico
Lawrence Marable - Bateria


Bons Sons!

Wednesday, April 27, 2011

Som do Céu 2011

video video video
Olá Pessoal, Som do Céu rolou e eis aqui alguns dos vídeos. Paz e arte.